O ano de 2026 marca o início oficial da transição tributária no Brasil
- Liberal Capital Contabilidade
- 10 de mar.
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Embora o regime do Simples Nacional não tenha sido extinto, ele entra em uma fase de adaptação que exige decisões estratégicas imediatas dos empresários.
O "Teste" dos Novos Impostos (IBS e CBS)
A partir de janeiro de 2026, as empresas começam a conviver com o IBS (0,1%) e a CBS (0,9%) em caráter informativo nas notas fiscais. O objetivo é preparar os sistemas para a substituição definitiva que ocorrerá nos anos seguintes.
A "Armadilha" para o Setor B2B
A grande mudança de 2026 não é o valor do imposto, mas a competitividade. Se a sua empresa vende para outras empresas (B2B), você deve estar atento:
Clientes que estão no Lucro Real buscarão fornecedores que geram créditos integrais de IBS e CBS.
No Simples Nacional "padrão", o crédito transferido é menor, o que pode tornar seu produto ou serviço "mais caro" para o comprador final. Empresas do Simples já podem avaliar a opção de recolher o IBS/CBS "por fora" do regime unificado para garantir a transferência de crédito cheia aos clientes.
Novas Regras e Fiscalização Digital
Em 2026, a Receita Federal integrou sistemas com estados e municípios para um cruzamento de dados em tempo real. Além disso, o sublimite estadual permanece em R$ 3,6 milhões; empresas que ultrapassarem esse valor faturado devem recolher ICMS e ISS por fora da guia DAS.
Conclusão: É hora de planejar
Não espere 2027 para agir. O planejamento tributário em 2026 deve focar em analisar se a manutenção no Simples Nacional ainda faz sentido para o seu modelo de negócio ou se a migração para o Lucro Presumido/Real tornou-se necessária para manter sua fatia de mercado.



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